domingo, 26 de dezembro de 2010

UNIÃO IBERÓFONA

Ensaio para uma
PETIÇÃO PARA O BILINGUISMO NAS 30 NAÇÕES UNIDAS IBEROFONAS.

A Fundação Geolíngua fundamenta as razões para uma proposta de promoção de um bilinguismo natural para todos aqueles que são cidadãos do mundo, nascidos na Comunidade Iberófona.

Considerando que, cerca de 700 milhões de pessoas se expressam nos idiomas português e espanhol, com importante presença sociocultural, geopolítica e econômica em várias nações de todos os continentes, sendo as duas línguas, entre si, com maior poder de compreensão entre todas as faladas no mundo (no seu aspecto quantitativo, qualitativo, geopolítico e económico, entre outros) as primeiras entre as consideradas línguas universais de cultura e as mais faladas nos seis continentes;

Considerando que, uma língua, além de meio de comunicação, expressa conteúdo existencial, modos de sentir, de pensar e de viver de agrupamentos humanos, constituindo, através dos séculos, uma identidade cultural, com peculiar criatividade, valores ético-sociais e sentimentos coletivos, refletidos no idioma que são intraduzíveis e que necessitam continuar vivendo e revelando culturas;

Considerando que, a Iberofonia vem se situando de forma crescente em várias partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas, artistas, somando-se desde os navegadores e descobridores que fizeram sua história, com significativa presença nos meios de comunicação de massa através de telenovelas, noticiários, reportagens, etc, projectando-se na literatura, música, esportes e artes em geral;

Considerando que, o idioma espanhol é oficial na ONU, colocando-o em condições de igualdade com outros idiomas, é ato de respeito e apoio às comunidades das nações de língua espanhola, valorizando sua unidade e participação sócio-económico-cultural no contexto internacional;

Considerando que, o idioma português surgiu oficialmente em 1214, com o testamento de D. Afonso II, que até então era o galaico-português e que no século XVI, começou a se espalhar e enriquecer-se, tomando dos outros povos não só expressões linguísticas novas, como também formas de estar e de pensar e desta forma deu se o inicio da Globalização, via Comunicação;

Considerando que, de entre as línguas românicas, o português e o espanhol são as que mantém maior afinidade entre si. Tidas como irmãs da mesma família linguística, possuem um tronco comum, o latim, e uma história evolutiva paralela, a da popularização diaspórica do idioma latino na península ibérica e de lá para a América, África e Ásia. Entretanto, é bom salientar que é mais fácil para um lusófono comunicar-se em "Portunhol" do que para um hispânico em "Hispanês";

Considerando que, a razão para este facto é que há algo muito especial na língua portuguesa, o elemento descodificador do espanhol, do italiano e do francês, devido ao seu sistema fonético vocálico de 12 entidades, composto de sete fonemas orais e cinco nasais e que o espanhol possui apenas cinco fonemas orais, o AEIOU, e eis o porquê de entre as cinco línguas latinas, o português ser o "Ferrari" deste comboio linguístico;

Considerando que, é de fundamental importância para a divulgação do bilinguismo, divulgar o quanto se pode ganhar com a língua portuguesa, e a título de exemplo pode-se dizer o seguinte: «Grande promoção da língua portuguesa, pague uma, leve duas e meia!», dado que ganhamos 90% do espanhol e 50% do italiano, e até, uns 20% do francês. É um valor acrescentado que a língua portuguesa possui e que nunca foi publicitado. Daí a importância de uma aliança entre os países Iberófonos. Que se tire partido do facto de conseguirem-se entender nas suas línguas maternas;

Considerando que, os países de língua portuguesa e espanhola somam 700 milhões de pessoas em metade do mundo, geograficamente falando, e que não possuem problemas de comunicação entre si, faltando-lhes apenas um Plano de Marketing Estratégico para a divulgação dos mesmos;

Considerando que, o trabalho da Fundação Geolingua - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola / CPLP&E, e que tem alcançado um grande sucesso desde 1996, com o apoio e reconhecimento de dezenas de empresas e instituições, em projectos de mútua-cooperação que estão dando corpo e alma aos fundamentos dessa Comunidade e que já existe desde 1214;

Considerando que, este congraçamento de entidades culturais é de facto uma realidade, torna-se urgente e indispensável a promoção de um processo de auto-estima do cidadão Iberófono ao bilinguismo.

E, para finalizar, GEOLÍNGUA poderá ser o nome adotado para ser o que as línguas criadas artificialmente não conseguiram, ou seja, ser a segunda língua de comunicação entre todos aqueles que só falam a sua língua materna.

Estou convicto que, após as minhas pesquisas iniciadas em 1-1-1992, em Portugal, e não só, no âmbito da fundamentação científica para uma tese de doutoramento, sobre – Qual será a língua do futuro - uma espécie de “Esperanto II”, não tenho a menor dúvida que será o português, resultado de acordos ortográficos democráticos, futuros, porem, com o nome de GEOLÍNGUA – a língua da terra – um nome forte, neutro, de fácil assimilação internacional e, principalmente, o próprio nome já é um conceito e diz tudo.